Uma segunda casa Americana

8 anos ago Helena Castello Branco Comentários desativados em Uma segunda casa Americana

Por: Clara Andrade

 

A terra é Americana, o país é o Brasil e o estado é São Paulo. Foi em Americana, cidade do interior paulista na microrregião de Campinas, que o BookCrossing foi recebido há pouco mais de um ano. O responsável por levar o projeto ao conhecimento dos cidadãos é Leonardo Luciano, orientador cultural da Biblioteca Pública do município. O movimento começou com a distribuição de 20 livros e 30 periódicos ao longo do mês. Hoje, a média é de 16 livros e 20 periódicos, expostos em quatro estantes ao redor da Biblioteca, em pontos de ônibus da Praça Comendador Müller e no centro da cidade.

A logística de entrega e oferta das obras surpreende. A Biblioteca Municipal recebe doações de empresas, órgãos governamentais e, principalmente, da população. Os livros doados passam por uma triagem e são divididos entre os destinos mais apropriados podendo fazer parte do acervo próprio, da Feira de Troca de Livros, do Livro no Ponto ou podem ainda ser repassados a outras instituições (bibliotecas, escolas, presídio e associações de bairro). O material recebido sem condições de uso é encaminhado aos processos de reciclagem. Para a reserva do Livro no Ponto, são selecionados livros de literatura nacional e estrangeira, de autoajuda, religiosos (sem discriminação de seitas), biografias, infanto-juvenis e atualidades. A entrada e saída dos volumes são devidamente contabilizadas pela equipe da Biblioteca que realiza o controle por meio da análise de estatísticas de demanda.

O projeto entrou em vigor três meses após o período de planejamento e preparação, que começaram um ano antes. Segundo Leonardo, a ideia tem tido boa aceitação entre o público e os resultados de distribuição são positivos. No entanto, o número de cadastro de leitores e registros de livros no site ainda é baixo, como afirma o precursor. O próximo passo seria desenvolver a área de divulgação e conscientização da interatividade.

A repercussão do BookCrossing levou a visibilidade à Biblioteca e estreitou o contato com um público que, até então, não eram frequentador. O projeto assumiu caráter educacional e social, incorporando entretenimento e eliminando barreiras entre aprendizado formal e informal. A Biblioteca de Americana conseguiu auxílio para cumprir seu objetivo de promover ações de democratização ao material escrito e mostrou que, quando se trata de conhecimento, há mais possibilidades que limites.

 

Fonte:  Leonardo Luciano – Biblioteca Pública Municipal de Americana

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